quarta-feira, 29 de julho de 2015

Segredo do Homem Elétrico (1960)

O Segredo do Homem Elétrico (1960)

Título(s) em Inglês: Secret of the Telegian

Elenco: Koji Tsuruta, Tadao Nakamaru, Yumi Shirakawa, Akihiko Hirata, Yoshio Tsuchiya, Seizaburo Kawazu, Sachio Sakai, Takamaru Sasaki, Shin Otomo, Yoshifumi Tajima
 
Diretor(es): Jun Fukuda

Produtor(es): Tomoyuki Tanaka

Sinopse: Numa casa de terrores de um parque de diversão, um homem é assassinado com uma baioneta por um homem de preto que depois some sem ser visto por ninguém. Dois detetives (Yoshio Tsuchiya e Akihiko Hirata)e um cientista (Koji Tsuruta) investigado a cena do crime descobre um tubo de vácuo. Segundo outro cientista, Dr. Murai (Fuyuki Murakami), o tubo tem que estar exposto a temperaturas abaixo de zero para servir a sua função. Os três levam a sua pesquisa ao apartamento do defunto, e depois para o boate cujo dono, Sr. Takashi (Yoshifumi Tajima), serviu no exército com o morto. Takashi está tendo uma reunião com dois criminosos, que também serviram na mesma guarnição durante a Segunda Guerra Mundial. Os três têm recebido bilhetinhos ominosos, e agora recebem uma fita com uma mensagem do Assassino de Baioneta anunciando que os três serão seus próximos vítimas...

O Segredo do Homem Elétrico faz parte da “Série Mutante” do Toho, em que o monstro representa os efeitos da ciência e tecnologia moderna no ser humano. A característica mais marcante desse filme é que foi a estreia do Jun Fukuda como diretor. Fukuda trabalharia como diretor em cinco filmes de Godzilla numa época em que o Toho estava restringindo os orçamentos dos filmes para lidar com a perda de audiências para a televisão. O nome dele já se tornou sinônimo com roteiros infantis e mal elaborados, um Godzilla cada vez mais antropomórfico e a proliferação de cenas de outros filmes para aumentar a duração do filme. Alguns filmes do Fukuda, como Godzilla vs. Megalon e Ebirah, o Terror do Abismo, são considerados por muitos a serem os piores filmes de Godzilla de todos os tempos.

Mas esse primeiro filme dele já é menos risível do que as suas contribuições à série de Godzilla. Apesar de ser classificado como filme de ficção científica, a estrutura do filme é mais alinhada com um filme de mistério com leves elementos de terror, em que os métodos do assassino incorporam ideias de ficção científica, neste caso uma máquina de teleportação—o título em português provavelmente se refere ao efeito visual que ocorre quando o vilão utiliza a máquina de teleportação, em que parece que o homem é feito de eletricidade. Há pouco da bagagem temática que os filmes do Ishiro Honda inseriria nos seus filmes e Fukuda mostra desde o começo que está mais interessado em criar algo divertido. Mas diferente dos filmes de Godzilla, o orçamento limitado não é problema aqui, já que o escopo da ameaça é muitas vezes menor do que múltiplos monstros atacando a cidade, então os objetivos do filme são mais fáceis de alcançar.


Em geral, este filme é um sucesso para Fukuda. Diferente do Monstro da Bomba H, os elementos de ficção científica e de filme de crime não atrapalham um ao outro, pois é o primeiro que está utilizado para realizar o segundo. Há pouco mistério no filme, mas a história é interessante e pouco tempo é perdido com a história romântica entre o cientista, Kirioka e Akiko, a vendedora que conhece o assassino sem o saber. O papel de Akiko, estrelada por Yumi Shirakawa, é uma das falhas no roteiro, pois ela some do filme nos últimos 20 minutos. Parece que o motivo principal de incluí-la no filme foi para aumentar o suspense do filme. Afinal, quando o assassino tem criminosos e bandidos como alvos, é fácil torcer no seu favor. Mas se transformá-lo num estuprador em potencial, daí ele se torna mais sinistro. Mas o roteirista Shinichi Sekizawa poderia ter removido o personagem de Akiko e o vilão teria sido tão mal, pois até o fim do filme, ele é assassino de policial também.


Outro problema no roteiro é o tratamento de teleportação em si, pois as regras não parecem muito consistentes. Quando conhecemos o Assassino de Baioneta, ele aparece do nada no meio de um grupo de pessoas e mata a sua presa antes de sumir. Dá a impressão que a máquina de teleportação é necessário para iniciar o processo, mas que o usuário possa voltar à origem mentalmente. Porém, em cenas subsequentes, revela-se que uma segunda máquina é utilizada para voltar à base de operações, qual máquina tende a explodir depois de ser usada. Isso nos deixa pensando como foi que conseguiu sair da caverna mal-assombrada sem ninguém perceber, ou por que não houve uma explosão ou incêndio depois do primeiro assassinato.

Fora disso, o filme providencia bastante emoção, ampliada pela trilha sonora assustador do Masaru Sato, que colaborou com Jun Fukuda em todos os seus filmes de ficção científica, inclusive os do Godzilla. Os efeitos especiais são mais limitados neste filme algumas miniaturas e efeitos óticos, os quais são bastante invovadores. Durante as sequências de transportação, o efeito visual da distorção do ar em forma de ser humano parece um efeito semelhante do Predador de 1987. Além disso, o destino final do Assassino da Baioneta lembra muito a cena famosa da falha do transportador no Jornada nas Estrelas: O Filme de 1979.

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