segunda-feira, 11 de julho de 2016

O Monstro da Bomba H (1958)


O Monstro da Bomba H (Japão, 1958)

Japonês: Bijo to ekitai ningen (trad. "A Beldade e o Homem Líquido")

Inglês: The H-Man (trad. "O Homem H")
 
Elenco: Kenji Sahara, Yumi Shirakawa, Yoshio Tsuchiya, Yoshifumi Tajima, Makoto Sato
Direcor: Ishiro Honda
Diretor de Efeitos Especiais: Eiji Tsuburaya
 
 

Numa noite chuvosa, dois gangsteres Yakuza roubam um cacifo, pretendendo fugir com quase seis milhões de ienes em drogas ilegais. Antes do ladrão conseguir entrar no carro de fuga, algo o ataca. Ele atira no objeto, alertando o policial patrulhando o quarteirão. O bandido cambaleia até a rua, onde é atropelado por um carro. Para a surpresa do motorista e do policial, não há cadáver algum de baixo do carro, apenas as suas roupas. A polícia chega na conclusão (um tanto lógico) que o homem tirou todas as suas roupas e fugiu, embora não consigam explicar por qual motivo o homem iria tirar a roupa na chuva e como ele conseguiria fazer isso tão rápido (medindo o tempo que passou entre o disparo da arma e o atropelamento).

Os três detetives trabalhando no caso (que incluem Akihiko Hirata e Yoshio Tsuchiya) interrogam a namorada do bandido, Chikako (Yumi Shirakawa), mas não descobrem coisa alguma. Os Yakuza logo estão assediando a Chikako, convencidos de que ela sabe para onde foi o seu namorado. Então uma terceira parte entra em cena: um bioquímico chamado Masada (Kenji Sahara). As suas experiências com os efeitos de radiação sobre seres viventes o levou a pensar que algo “derreteu” o homem, embora ele não tenha muito evidência para sustentar essa teoria. Mas em breve, o Masada vai ter bastante evidência de que há algo se rastejando pelo Tóquio, reduzindo os gangsteres em meleca...

Este é um filme interessante do Toho, que faz parte da sua “Série Mutante” junto com Matango e Segredo do Homem Elétrico. Em vez de produzir monstros gigantes, os avanços da Era Atômica transformam os homens em monstros do nosso tamanho. Neste filme, trata-se de uma variação “atômica” do clássico A Bolha Assassina (1958), em que uma substância viscosa é capaz de dissolver ou derreter as vítimas. Os efeitos especiais do maestro Eiji Tsuburaya são assustadores, principalmente quando o líquido radioativo assume a forma humana. Às vezes, os efeitos óticos não são convincentes, como na morte de uma dançarina exótica. No entanto, é bom ver o Tsuburaya trabalhar com efeitos que não sejam homens em fantasias de monstros gigantes destruindo modelos de cidades inteiras.

O roteiro do filme pula entre drama policial e ficção científica. Os elementos “monstruosos” do enredo só ficam em primeiro plano no terceiro ato, e algumas pessoas poderão ficar impacientes com o filme. Apesar do ritmo menos agitado do filme—em comparação com outros filmes japoneses do gênero—gostei dessas cenas e a interação entre o Kenji Sahara, o cientista, e o detetive cético estrelado por Akihiko Hirata. O compositor do filme não foi o Akira Ifukube, mas sim o Masaru Sato. Sato já havia trabalhado em Godzilla Raids Again e fornece uma trilha sonora forte (pelo tema), embora um pouco esquecível. No entanto, a música se enquadra nas situações, principalmente na cena famosa no navio fantasma.

No final, O Monstro da Bomba H seria um ótimo filme para acompanhar uma sessão de filmes composto de A Bolha Assassina e Estranho do Mundo Perdido.

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